22 de agosto de 2006

A sande

Com 13 anos fui pela primeira vez a Itália, e obviamente não me serviu de muito; mas uma coisa ficou - comi pela primeira vez uma sande com fiambre, queijo, tomate e maionese, aquecida na tostamisteira. Quando voltei, aquilo passou a ser o meu almoço de Sábado, a que a minha famelga aderiu também.
Este Sábado à uma da tarde e antes da festa do PS1 (brutal!) fui à cafetaria, à secção das sandes. O homem, negro, no típico modo bitchy dos trabalhadores negros da cafetaria (é pena, mas é mesmo assim) ladra-me "Que é que queres?" Eu digo "Good morning" e ele "Manhã? Não me estragues o dia, que já é de tarde". Enfim, respiro fundo e peço a minha sande da juventude.
Como que por milagre, ele transforma-se. "Hey meu, tu sabes fazer uma sande! Esse é o tipo de sande que eu faria para mim! De onde é que és" "Portugal" "Hmmm, não sei, mas tu sabes fazer uma sande, buddy."
E assim por diante, riu-se e ficámos buddys. Vá-se lá entender, um tipo que passa o dia a queixar-se e a fazer sandes para toda a gente, de repente há uma combinação mágica que o acorda (eu acho que na verdade estes gajos têm um trabalho que detestam e acham-se no direito de o mostrar a toda a gente. Mas de vez em quando alguém lhes toca numa corda sensível.)

2 comentários:

elisabete duarte disse...

tal e qual como nas reparticoes publicas em portugal... mostra-se um sorriso e pergunta-se como vai a vida e as senhoras antipaticas passam o teus papeis para o topo do monte. Neste caso acertaste com os ingredientes eram outros, mas o resultado e' o mesmo.

que tal uma Traviata logo no Cental parque?

Anónimo disse...

eheheh! desculpa la, mas tocaste-lhe no ponto G!!!

ehehehe!!!